Mais uma vez, voltei! Afinal, isso é completamente previsível. A vida, por mais bela que possa ser, sempre tem suas dores. Ou nós que as temos e insistimos em nos abraçar a elas. Ou eu insisto em me abraçar às minhas dores e causar novas sempre que tudo fica bem.
The point is: até que é bom estar de volta. Por mais que isso signifique que, de alguma maneira, eu não consegui impedir meus demônios de me levar a pensar e fazer coisas que eu sempre soube que me fariam mais depois. Mas eu decidi correr o risco, não? E sempre volto a descobrir quão deslocado me sinto.
Enfim, estou me sentindo como uma pessoa completamente estranha ao vir de encontro aos meus eu's do passado. E eu gostaria de dizer pra eles que eles servem de exemplo para mim. Tudo que eu faço hoje, eu penso "O que eu fiz? Não farei igual". I know, soa "cruel" ou dramático, mas -come on!- Drama é meu nome do meio. ;)
Desde o último post, eu sinto que não MUDEI, mas ME ADAPTEI ao novo lugar, à nova vida. É muito recente a minha satisfação com a rotina, com os novos amigos, com a nova vida. Mas, o que me trouxe de volta?
Um amigo apresenta seu blog para mim. O quanto entrar numa página blogspot me remete imediatamente ao passado. Àquela janela com o plano de fundo de chamas e tantas palavras de dor. Sim, foi este mesmo blog. As marcas das palavras foram removidas, e as chamas substituídas por algo mais tranquilo, mais parado, como árvores de flores lilás e um céu nublado. Também foi substituído meu ímpeto emocional, por sentimentos encoleirados e drogados com fortes sedativos, para garantir um pouco de paz.
E, tenho que dizer, os malditos são resistentes e importantes, porque me convenceram a deixá-los livres novamente... E está dando merda. Pra variar.
Eu não sei muito bem como abordar o porquê de dar merda e como tudo aconteceu sem sentir tudo de novo e perder um pouco o controle, então eu vou parar este texto por aqui. Apenas dizendo, por último, que duas coisas eu descobri:
- Me falta confiança. Ela faz toda a diferença.
- E o aperto no peito, a angústia. Não me enganam mais. Eu sei que eu os criei e alimento. E isso também faz toda a diferença.
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