A gente costuma achar que é tolerante, liberal e respeitosos com as diferenças, né...
"Eu aceito que as pessoas sejam assim, mas elas lá e eu, cá!"
"Mas isso já é demais!"
"Eu não tenho problemas em conviver com pessoas assim, mas não quero isso para mim..."
"Ah, para mim tanto faz, você é assim, eu sou diferente. Simplesmente somos quem somos."
E eu, que sempre achei que aceitava completamente ser diferente.
"Desde os 11 eu sabia!"
AH! Mas o que realmente aconteceu de lá pra cá?
O que mudou?
O que, hoje, me faz me estrangular tanto para ser aceito?
Fingindo que sou igual...
Fake it 'till you make it?
Mas... Quão diferente?
Não cabe em mim o desgosto de olhar em volta e me sentir rodeado de pessoas diferentes. Sabendo que é, de certo modo, este, o tipo de pessoa que eu quero ser...
Eu queria saber que é fácil, que eu não estaria atentando contra minha própria saúde emocional e psicológica ao fazer o que eu gostaria de fazer...
O quanto eu poderia me arrepender depois?
Quanto sofrimento eu iria me causar? Sofrimento desnecessário... Ou será necessário?
Como saber a necessidade do sofrimento?
Triste é saber que este questionamento já me marca. Os últimos anos da minha vida, me marcam. E nunca vão me deixar ser como eles. Porque eu não fui. Seria um eterno hipócrita, ao ser como eles.
Porque eu não fui.
Porque eu não sou.
Porque eu estou cedendo à pressão para me tornar algo que jamais serei.
Porque eu cansei da luta. Cansei da injustiça, mas nada posso fazer!
Isso nunca vai acabar! É um sofrimento eterno para tentar se libertar, e, ao mesmo tempo, encontrar um espaço para si no mundo!
Não um espaço escondido. "Naquele canto ali, ó! Longe do mundo."
Mas o MEU lugar. Ser o Guilherme real, não o Guilherme que as pessoas querem ver.
E imagino que este seja apenas mais um daqueles monólogos "adolescentes". Não é interessante. Não acrescente nada a ninguém. Nem a mim. Entretanto, está aqui. Nasceu.
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